09/11/2017

[ RESENHA ] Virgem

Título: A Virgem
Autor: Radhika Sanghani
Editora: Fabrica 231
Páginas: 288
Estrelas: 2/5
Livro: Cortesia da Rocco
Ellie Kolstakis tem 21 anos, ótimas amigas, uma boa situação financeira, está terminando a faculdade de Literatura Inglesa e ainda é... virgem. Mas ela está decidida a mudar isso até a sua formatura. Afinal, ela não escolheu esperar até o casamento, muito menos possui restrições religiosas ou está à procura de um príncipe encantado. O fato é que Ellie simplesmente não tem sorte quando o assunto é amor e sexo. Decidida a virar o jogo nos quatro meses que restam até se formar, a jovem divide seu tempo entre o trabalho de conclusão de curso, depilações inusitadas, seu blog, festas, conselhos de amigas e até mesmo tutoriais constrangedores no YouTube, envolvendo-se em situações mirabolantes e, claro, hilárias, da primeira à última página.

Ellie Kolstakis tem 21 anos e tem “segundo ela” um enorme “problema” que precisa resolver antes de sua formatura, ela precisa desesperadamente perder a virgindade. 

Todas as amigas de Ellie perderam a virgindade antes dos 15 anos e seu status de virgem parecia persegui-la, por mais que ela não quisesse isso. Sua primeira tentativa de perder a virgindade, aos dezessete anos foi desastroso, primeiro porque o cara começou a gargalhar quando viu que ela era muito peluda lá embaixo e segundo, porque ele simplesmente negou ser o cara responsável por tirar a virgindade de Ellie.
Depois desse episódio ela entrou em guerra com a depilação, resolveu que teria que encarar a lamina e sendo ela Ellie Kolstakis acabou cortando sua “amiguinha” e pegando trauma total de laminas.


Sua melhor amiga de infância é Lara, uma garota muito mais bonita que Ellie, e sempre consegue conquistar caras perfeitos, mesmo namorando Jez (um namoro digamos que mais liberal, sem compromisso – seja lá o que for isso.) As duas resolvem ir em um bar onde Ellie estava determinada a sair de lá com um cara que tiraria sua virgindade, o problema é que quando seus olhos encontram o cara que parecia perfeito, ela percebe que ele olhava para Lara e obviamente acabaram ficando, e pior, ficando no banheiro do apartamento de Ellie, o que foi a gota d’agua gerando uma briga entre as amigas que nunca haviam brigado. 

Com uma amizade desfeita e a virgindade intacta, Ellie conhece Emma, uma garota que se alto titula como Vadia, mas que para Ellie era sua deusa musa inspiradora, ambas tornam-se amigas, Ellie acaba contando sobre sua virgindade e Emma topa ajudá-la a resolver seu “problema”. Ela também criam um blog por nome Vlog blog sobre vaginas (entenderam o V no lugar de B?) elas escrevem com EK (a virgem - Ellie) e EM (a vadia - Emma), no blog elas escrevem sobre tudo de uma maneira bem crua sobre o mundo feminino, com um foco maior na área intima, um blog vem interessante na verdade, que falam de coisas que geralmente as pessoas não contam.

08/11/2017

[ RESENHA ] A Canção das Sereias

Título: A Canção das Sereias
Autor: Renan Santos
Editora: Publicação Independente
Páginas: 78
Estrelas: 4/5
Livro: Cortesia do Autor - pdf

Quando sereias mortas surgem nos mares de Nyskar, a Irmandade da Luz decide enviar uma cavaleira e sua pupila para investigar o caso. Mas se quiserem desvendar o mistério e sobreviver aos perigos dos mares de Erys, as duas, antes de tudo, terão que superar suas desavenças.
 


Em uma instalação fria no porto de Djussa, a cavaleira, Lynore, e sua aprendiz, Reyrón, estavam à espera dos guardiões para informar um acontecimento bem incomum ocorrido em Nova Nyskar e que exigira a vinda imediata das duas.  Mas enquanto Lynore estudava o pergaminho que fora enviado às pressas para ela e lhe informava parcialmente a missão, Reyrón se encontrava terrivelmente entediada. O que seria o momento perfeito para treinar o seu ny, uma força motora da magia e que cada ser humano possuía. Usando o poder da telecinese, Rey consegue mover todo o chá que estava em sua caneca em forma de uma bolha, o que teria sido um ótimo passatempo se a sua mestra não a tivesse repreendido por gastar o seu poder a toa.   

Após alguns minutos, entra um cavaleiro chamado Sydarv Rarjhá, seu aprendiz, Liim Rykhí, e o capitão e representante de Nova Nyskar na Irmandade, Kéjzha Solhav. Segundo o capitão, a Fortaleza de Gelo exigia que Lynore liderasse a missão, não apenas pela sua experiência, mas também pelo seu conhecimento em biologia marinha.

E ao abrirem uma arca, trazida pelos pescadores da região, não apenas um cheiro desagradável impregna o ambiente, como também surpreende os presentes. Duas sereias mortas que possuíam cicatrizes e ferimentos pelo corpo inteiro, e ao contrário do que lemos nas histórias, não eram nem um pouco belas.


“Como era feia! As pessoas em geral tendem a fantasiar, tornando a realidade mais bela em suas histórias. Aquela coisa não tinha nada de belo. Um ser metade peixe e metade... humano? Difícil dizer. Do tronco para cima a forma era humanoide, mas eu sairia correndo se ficasse cara a cara com aquele ser ainda vivo. Era possível ver as fendas das guelras, vindas por detrás das orelhas – pontudas como a de elfos – e descendo até o pescoço. Os olhos estavam abertos e lembravam os de uma serpente. O cabelo parecia uma mistura estranha de algas, musgo e pelos. O rosto projetado para a frente, não havia nariz, e os dente eram serrilhados. Ela tinha apenas quatro dedos, que pareciam garras e eram ligados por membranas.”

06/11/2017

[ RESENHA ] Em Águas Sombrias

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Título: Águas Sombrias
Autor: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 362
Estrelas: 5/5 ♥

Nos dias que antecedem sua morte, Nel ligou para a irmã, mas Jules, como sempre, não atendeu. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único luga do qual achou que havia escapado para sempre. Mas Jules está com medo. Um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, da certeza de que Nel nunca teria se jogado. E, acima de tudo, ela está com medo do rio e do trecho que todos chamam de "O Poço dos Afogamentos".Com a mesma escrita frenética e mesma caracterização precisa dos institos humanos e cativaram diversos leitores ao redor do mundo com seu explosivo romance de estreia A Garota no Trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura eletrizante que supera as expectativas, sobre as histórias que contamos do passado e sobre o poder que elas têm de destruir nosso presente.

Paula Hawkins estourou com sua estreia best-seller A Garota no Trem (que já virou filme), mas definitivamente ela mostra que realmente é boa no que faz em Em Águas Sombrias.

A história se inicia quando Jules recebe a notícia que sua irmã mais velha, Nel, morreu e ela precisa voltar a Beckford para cuidar da sua sobrinha de 15 anos. Só que Jules e Nel nunca se deram bem. Depois da morte da mãe Jules cortou a relação com a irmã e  não falava com ela há anos e do nada BUM, Nel morre e deixa toda a confusão para a outra ajeitar.  Muitas coisas incomodam Jules, a casa do moinho com as lembranças dolorosas, uma sobrinha rebelde e perdida e a certeza de que Nel  nunca se jogaria de um penhasco para as águas sombrias do rio pelo qual ela era obcecada. Sim, obcecada. Ela tomava banho no rio todos os dias, mesmo no inverno. Morava naquela casa  para poder vê-lo e ouvi-lo. E estava desenvolvendo um livro contando todas as histórias que envolviam as mortes que aconteceram ali.

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"Há quem diga que essas mulheres dexaram algo de si na água, outros que a água retém parte do poder de cada uma pois desde então tem atraído para suas margens as desventuradas, as deseperadas, as infelizes, as perdidas. Elas vêm aqui para nadar com suas irmãs."

Para cuidar do caso de Nel Abbot foram designados Sean, inspetor nascido e criado da cidade; e Erin, uma policial transferida de Londres. Tudo indica que o caso realmente foi um suicídio, não há provas do contrário, mas ainda assim algo parece fora do lugar. Durante anos diversas mulheres foram encontradas ali, todas, supostamente, se suicidaram. Entre elas estão Lauren, a mãe de Sean, Libby, Anne e Katie.
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